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25 de mai de 2010

No limite da sua vida



Tom Ford, diretor de O Direito de Amar (A Single Man) é um famoso estilista que tirou a marca GUCCI da falência. O Direito de Amar é a sua estréia no cinema como diretor, e que bela estréia. Pelo fato de ser um estilista famoso, é possivel ver elementos do trabalho dele nesse filme, tanto no figurino como na fotografia.

Colin Firth, de O Diário de Bridget Jones e Mamma Mia!, interpreta George, um professor universitário que perdeu o seu namorado em um acidente de carro. George fica perturbado com isso, e fica traumatizado psicologicamente, passando por um processo de autodestruição pessoal; nada mais tem cor na sua vida. Mas mesmo assim, ele continua a dar aulas e a manter contato com sua melhor amiga, Charley (Julianne Moore). E ainda, um aluno dele, Kenny (Nicholas Hault, da série Skins) se mostra interessado, e começa a ir atrás dele. Mas esse interesse não é só sentimental, e sim também de amizade, já que Geroge está solitário. O filme mostra, em um dia, o que acontece com o personagem após a perda, se prendendo no passado,  nas lembranças. e até levando ele a tentar suicídio.

O Direito de Amar é um filme melancólico, triste, depressivo, mas belo, com um figurino maravilhoso, atuações arrazadoras e fotografia espetacular. Colin Firth parece realmente ser o personagem, já que, no filme, o personagem é gay. E não é só por causa disso, mas o jeito como ele leva o personagem ao longo da história, é digna de Oscar. Ele demonstrou  muito bem a solidão que o personagem passa. Aliás, não só a atuação dele que está perfeita. A de Julianne Moore, como a mulher depressiva e que nunca da certo nos namoros, também ganha destaque. E até o aluno de George, que se mostra interessado nele. Outra coisa espetacular no filme é a mesclagem de cores que o diretor usa nos momentos de George: quando ele está sozinho, depressivo, melancólico, as cores do filme ficam sem vida, e quando ele tem contato com outras pessoas, as cores mudam, ficam mais vivas, alegres, como se os personagens ficassem com vergonha, ou apaixonados. São poucos momentos que o diretor usa cores mais vivas, que é pra demonstrar o quanto ele está sensivel com a perda de seu  namorado, que viveu 16 anos junto com ele. Por ser um filme com temática praticamente gay, é meio obvio que o filme ia mostrar alguns problemas com isso, ainda mais porque o filme se passa na decada de 60. Mas esses problemas são mostrados mais discretamente. Durante o filme, George conhece outros caras e tenta meio que se envolver com eles, mas não consegue porque está preso ao passado. Mesmo parecendo claro o que eu escrevi, o filme é um pouco confuso talvez, nos fazendo prestar mais atenção aos detalhes. Depois que eu vi o filme, fiquei muito chocado, triste e melancólico, e se um filme te deixa assim, mesmo sendo desse jeito, é porque o filme é realmente bom e cumpriu o seu papel. O direito de Amar foi indicado ao Oscar de ator em 2010 para Colin Firth, e também o Globo de Ouro de ator também para ele, e de atriz para Julianne Moore.















Um comentário:

  1. filme perfeito para mim no momento, tô super emo aqui ç.ç

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