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12 de set de 2010

Ultrapassando os limites


"Bizarro, incrível e único". Essa é a impressão que se tem do novo filme de Vincenzo Natali, Splice - A Nova Espécie (Splice, 2010), que dirigiu o excelente Cubo, e Paris Eu Te Amo. O longa lembra muito o filme "A Experiência (Spicies, 1995)", e o clássico "A Mosca (The Fly, 1986), porém, os acontecimentos de Splice são bem diferentes desses outros dois filmes. Traduzindo ao pé da letra o nome do filme, Splice significa "junção", no caso do filme, junção de DNA de duas espécies de animais diferentes. É isso que acontece no filme.

Elsa (Sarah Poley) e Clive (Adrien Brody) são dois cientistas genéticos, casados, que são financiados por uma empresa farmacêutica, (NERD), para que eles combinem genes de espécies de animais diferentes para criar animais híbridos, com a intenção de criar novas vacinas para doenças sem cura. Eles conseguem, e dois animais hibridos são criados. Porém, os dois cientistas querem ir mais além: combinar DNA de um animal híbrido com um DNA humano. A empresa fica meio com o pé atrás, e diz que já tem o suficiente para as vacinas. Mesmo assim, Elsa decide continuar com a experiência secretamente, mesmo sendo alertado por Clive, que isso é perigoso e que podem ser presos. Mesmo assim, eles vão em frente, fazem a combinação, e conseguem criar outra espécie, que chamam de DREN (NERD de trás para frente).  Quando pequena, Dren é uma criatura deformada, e a medida que vai crescendo, vai se tornando uma linda químera. Eles descobrem que Dren está crescendo rapidamente, e aos poucos, ela vai se tornando uma espécie inteligente, instável e perigosa.



Splice é um ótimo thriller de ficção, que prende a atenção do espectador com as cenas bizarras, mas incríveis. O longa apresenta efeitos especiais ótimos; a maquiagem da personagem Dren, vivida pela atriz francesa Delphine Chanéac, é espetacular e assustadora, mas ao mesmo tempo, consegue ter uma beleza incrível; e sua atuação é assustadora, arrasadora e incrível. Quando pequena, Dren é super bonitinha e fofa, e algumas coisas que acontece com ela chocam bastante. Aliás, logo depois que nasceu, Dren é idêntica ao Pokemon Mew. Desde pequena, ela já se mostra uma criatura revoltada, um pouco dificil de se lidar e impor controle, e isso piora a medida que ela cresce. Durante o crescimento de Dren, mudanças não previstas vão acontecendo; e ela ainda começa a questionar sua beleza, e o motivo de ela estar sempre presa e isolada do mundo. E se não bastasse, mas era de se esperar, ela começa a ter desejos sexuais, e tudo isso a faz ficar mais revoltada. Mudanças no corpo de Dren acontecem, e ela sofre algumas mutações incríveis e belas. Mais para o final, segredos e uma reviravolta genética surpreendente acontecem. E isso deixou, quem viu o filme, decepcionado; mas eu achei supreendente e inteligente. Cada um é cada um.

O longa toca em um assunto polêmico à séculos: a clonagem e as modificações genéticas para criar novas espécies, dar uma de Deus, e todo o blá blá blá disso. Os personagens ultrapassam os níveis éticos da genética, e fazem essa experiência secretamente, sem a empresa saber, e por isso eles tem que esconder Dren. Isso não é o foco central do filme, a parte ética da coisa, apesar de ter vários momentos que eles se questionam sobre tudo isso. O filme foca em Dren, os estágios de seu crescimento, e a experiência realizada. Splice não tem tanta ação, mas empolga bastante, desde as cenas estranhas, bizarras e surpreendentes, até em acompanhar o crescimento de Dren e saber o que vai acontecer. A ação mesmo é deixada mais para o final. E apesar de Dren ser estranha e assustadora, a gente torce por ela, até um certo ponto, até porque, ela não é a culpada de nada, e está seguindo seus instintos.



Quem for assistir Splice, esteja preparado para presenciar cenas bizarras, absurdas, assustadoras e impressionantes. Definir o filme é confuso, e cheguei nessas conclusões: Splice é um filme bizarro, estranho, assustador, impressionante, belo, único, incrível; cenas chocantes e bizarras, com efeitos especiais sensacionais e belos. A atriz francesa dá um show de atuação, deixando a personagem Dren, ao mesmo tempo, assustadora, linda, sexy, meiga e estranha. Alias, bizarro e estranho são as palavras que mais definem esse filme. Mas com certeza é um filme único, diferente e inteligente. Vale a pena assitir e ter sua própria opinião sobre o filme. Mas não esqueça: o filme é estranho. Splice estreou no dia 4 de junho  nos EUA, e por aqui, está previsto para outubro.



TRAILER 1



TRAILER 2





















2 comentários:

  1. Esse filme é maravilhoso...
    E apesar, de como tu destacou amor, ser bem BIZARRO HAHAHA é muito bom *__*
    AAWHN eu amei a Dren (L) E torci por "ela" até o final EAIUHIUEAHAE

    :**

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  2. Em primeiro lugar, é a primeira vez que venho aqui, e não sei como não vim antes, o blog é excelente. Perfeito pra quem AMA TODO E QUALQUER GENERO DE FILME, rs. Em segundo... Onde SPLICE esteve esse tempo todo que passou despercebido pelos meus olhos???? rsrsrsrsrs... BIZARRO E INOVADOR são esses os meus pontos de vista sobre o filme no momento, rs.

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