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6 de dez de 2010

Uma Família Alternativa

3 INDICAÇÕES AO OSCAR: MELHOR FILME, ATRIZ E ATOR COADJUVANTE


VENCEDOR DE 2 GLOBO DE OURO: MELHOR FILME COMÉDIA E MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA





O longa Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are Allright) é um dos favoritos ao Oscar do ano que vem; e não será surpresa se ganhar alguma estatueta. Dirigido por Lisa Cholodenko, e estrelado por Julianne Moore, Annett Benning, Mark Rúfalo, Josh Hutcherson e Mia Wasikowska, o drama mostra uma família, cujos os pais são um casal de lésbicas, que enfrentam os problemas quando o doador do esperma surge na rotina da família. Minhas Mães e Meu pai é um raríssimo filme, um filme realmente bom, que merecia mais atenção, no meio de tantos blockbusters que só existem para faturar dinheiro. 

Nic (Annett Benning) e Jules (Julianne Moore) são um casal de lésbicas que tem dois filhos, onde cada um nasceu de uma delas: Joni (Mia Wasikowska, a Alice de Tim Burton) e Laser (Josh Hutcherson). Tudo está indo bem na família, até Laser pedir para sua irmã, que já completou 18 anos, ligar para o centro de doação de esperma, afim de conhecer o pai biológico. Tudo acontece como ele queria, e os dois irmãos vão conhecer o seu pai, Paul (Mark Rúfalo). Mas a entrada de Paul na vida da família, não vai só trazer alegria, e sim problemas também, e eles tem que resolver isso para viverem em paz novamente.


Minhas Mães e Meu Pai é um maravilhoso e delicioso drama, pode ser dividido em dois momentos: a primeira parte é divertida, deliciosa de se assistir, e que torcemos para que tudo dê certo na família tão perfeita, aparentemente. A segunda parte é mais dramática, triste, que é quando a família começa a romper o laço de harmonia entre eles. As duas partes, bem distintas, são excelentes e a história é muito bem levada adiante. Todas as atuações são perfeitas e dignas de Oscar, principalmente as das duas mães. A médica Nic é uma mulher mais séria, na dela, mais careta digamos, e é um pouco estressada demais com a vida. Já Jules é bem ao contrário: ela não tem um emprego fixo, é mais liberal, divertida, brinca mais com os seus filhos. Os filhos de Nic e Jules deveriam ser tipicamente americanos: revoltados, inquietos, bagaceiros e extremamente complicados; mas não são. E eles se dão muito bem com com o fato de ter duas mães na família. Joni é uma menina certinha, mais chegada à família, que acabou de completar 18 anos; Laser é um garoto de 15 anos, também mais família, mais quieto, cheio de dúvidas e questionamentos, que tem a vontade de conhecer o pai. E Mark Rufalo, que está no seu melhor papel dos últimos anos, interpretando Paul, um pai esquisito e sem muitas responsabilidades. E juntando todas essas atuações, temos um ótimo elenco que consegue se manter durante o filme todo, junto com o seu maravilhoso enredo, também digno de Oscar.



O problema começa com a aparição do pai doador na vida da família, e isso começa a afetar emocionalmente as duas mães, principalmente a personagem de Annett Benning, que é mais certinha e não gosta nem um pouco do jeito largado do pai. E os problemas se intensificam quando Paul convida Jules para trabalhar no jardim dele, na sua casa. Um fato muito bom que o filme propõe, é que a família de Nic e Jules, são extremamente normal, como se fossem uma família comum, mostrando os momentos felizes e as dificuldades; e mostrando também que uma família assim pode muito bem ser normal. 

Enfim, Minhas Mães e Meu pai é um ótimo filme e merece todos os prêmios de atuação, roteiro e até filme. Vamos torcer para que o filme consiga essa façanha no Oscar 2011. 



TRAILER









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