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5 de jan de 2011

72 horas para ser feliz


72 Horas (The Next Tree Days) é um daqueles filmes que te prendem a atenção, onde um homem perde tudo que tem, ou quase, e fica sem rumo, planejando e fazendo loucuras. Lembra do filme Código de Conduta? Onde dois assassinos matam a esposa e a filha de Gerard Buttler, e depois ele se vinga de todo mundo? É mais ou menos nessas a história, mas ninguém morre. Russel Crowe e Elizabet Birkns estrelam o longa, dirigido por Paul Haggis, que dirigiu 007 - Quantum Of Solace, Cassino Royale e Ganhador do Oscar, Crash - No Limite.

John (Crowe) e Laura (Banks) estão felizes juntos com o filho deles, até que a polícia chega e prende Laura, acusada de ter matado sua chefe, com quem havia brigado na noite anterior. As impressões de digitais aparecem na arma do crime, e todas as provas apontam ela como culpada. O marido dela não acredita e começa um processo de libertação. Três anos se passam, Laura continua na prisão, e seu filho não a reconhece mais; Laura aceita o fato de ganhar prisão perpétua, mas John não. Deprimido, ele começa a armar um plano para tirar sua esposa da prisão e fugir com o filho para um outro país. Mas não vai ser nada fácil, já que a polícia está super preparada para essas situações.




72 Horas é um ótimo suspense que te mantém preso do inicio ao fim. A primeira parte do filme é meio parada, sem muita ação, mostrando mais o drama do personagem de Crowe após a prisão de sua esposa. Da metade, e mais para o final, quando o personagem começa a fuga com sua esposa, o longa engrena na ação, nos deixando aflito e na torcida para que eles consigam fugir. John sempre sabia que sua Laura era inocente, apesar das provas contar ela; e ela tem uma versão, mas não tem como ser provada. Três anos se passaram desde a prisão dela, sem nenhuma esperança de conseguir liberdade, e ao ver o desespero de sua esposa, e o filho nem dando mais atenção para a mãe, ele começa a armar um plano para fugir com eles. Ele procura um cara que fugiu da prisão sete vezes, personagem de Liam Nesson, que explica tudo que ele tem que fazer. Mas não será nada fácil, e John terá que fazer qualquer coisa para isso dar certo.



O longa foca no destino que leva o personagem de Crowe após a prisão de sua mulher: ele entra em depressão, briga com todo mundo que acusa ela de ser culpada. E ao planejar a fuga, ele procura as pessoas mais cruéis que podem ter. 72 Horas tem ação e drama na medida certa, criando uma expectativa no espectador para que tudo de certo com os personagens. E várias vezes aparece o personagem de Russel Crowe com medo de continuar com essa loucura. E uma vez que começou, não pode mais voltar atrás. A grande expectativa do filme é saber se o personagem de Russel Crowe consegue fugir com sua família, sem ser pego. Óbvio que a gente torce para dar certo, mas será que vai mesmo dar certo? E tem um outro assunto também que persiste até o final: será que Laura é mesmo culpada pelo crime? Mesmo tendo suas digitais na arma do crime? 72 Horas não teve o seu merecido sucesso nos EUA. Mas o longa de Paul Haggis é muito melhor do que os filmes que tem estreado esses últimos dias. Vale a pena assistir. 


TRAILER









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