Pages

18 de jan de 2011

A morte e a Vida de Charlie


Temas de filmes sobre a vida e a morte sempre me atraíram, e ultimamente, vários filmes com esse tema estrearam nos cinemas desde o ano passado até hoje: Nosso Lar, Um Olhar do Paraíso, Além da Vida, entre outros. O filme da vez é A Morte e a Vida de Charlie (Charlie St. Claud, 2010), estrelado pelo eterno High School Musical Zac Efron. O longa é baseado no livro "The Death and Life of Charlie St Claud), escrito por Ben Sherwood, que está sendo considerado o novo Nicholas Sparks. O elenco conta, além de Zac Efron, com Kim Basinger, Ray Liotta e Amanda Crew. Eu não li o livro, então não sei se teve cenas e enredo diferentes da do livro. Se alguém leu o livro e viu o filme, ficarei grato com os comentários.


Charlie (Zac Efron) e seu irmão Sam (Charlie Tahan) são muito ligados, e os dois tem uma paixão em comum por velejar e jogos de beisebol. Numa noite, os dois irmãos saem de carro, sofrem um acidente grave, e Sam não resiste, e morre. Charlie se sente culpado pela morte do irmão, e aos poucos, ele começa a falar com o espírito do seu irmão, no cemitério. Eles tinham feito uma promessa que Charlie nunca ia abandonar o seu irmão. Charlie se afasta de todo mundo, e começa a trabalhar no cemitério, e todas as tardes, ele e seu falecido irmão jogam beisebol. Mas uma nova paixão entra na vida de Charlie, a velejadora Tess (Amanda Crew), e Charlie ficará dividido em seguir a vida com sua nova paixão, ou ficar preso ao seu irmão morto.



O longa tem uma história linda e emocionante, mas o roteiro se perde mais para a metade, ficando um assunto diferente do que o filme propõe, mas que também é emocionante. Esse é o único ponto fraco filme, que vale mais pelo tema e pela excelente atuação de Zac Efron. O jovem ator de High School Musical já mostrou que pode atuar em filmes mais sérios, como em  17 Outra Vez. Charlie sempre amou velejar, mas isso mudou após a morte de seu irmão. Ele se fecha do mundo, ficando muito ligado ao seu irmão, e esquecendo de viver a sua própria vida. Efron consegue mostrar bem todo o sofrimento do personagem. Kim Basinger desaparece no filme, e Ray Liotta ganha um pouco mais de destaque, já que ele salvou a vida de Charlie, e isso é importante para o filme. Tudo parecia como os dois irmãos queriam que fosse, até aparecer a bela velejadora Tess, e começar um romance entre ela e Charlie. Esse "triangulo" emocional entre Charlie, o irmão e Tess, poderia ter sido explorado de outra forma. Mas nada que não deixe o filme emocionante.




A Morte e a Vida de Charlie tem uma revelação surpreendente, justamente na parte que o filme toma um novo rumo. Essa parte ficou meio perdida na história, e acredito que teve somente para dar mais emoção ao filme. Um ponto forte é a bela fotografia do lugar onde a história se passa: uma pacata cidadezinha perto do mar, com belas florestas, tornando o filme mais bonito. E por fim, toda a emoção do filme, envolvendo o irmão morto, poderia ter sido mais explorado, deixando de lado aquela parte que disse antes, quando o filme toma um rumo diferente. Mas claro, depois tudo volta ao normal. 



Apesar de ser previsível o final do filme, A Morte e a Vida de Charlie emociona os mais sentimentais e aqueles que se identificam com o tema, apesar de ter algumas coisas não explicadas, e claro, os eternos fans do ator, que verão um Zac mais maduro. Independente de ser bom ou não, é impossível não se emocionar com a história; só se a pessoa tiver coração de pedra. O filme demorou para chegar nos cinemas do Brasil: estreou nos EUA em junho do ano passado. A demora é por causa da baixa bilheteria que o filme teve por lá. Por aqui também não teve muito sucesso, e teve sua estréia dia 14 de janeiro. 


NOTA: 8,5



TRAILER













Nenhum comentário:

Postar um comentário