Pages

16 de mar de 2011

Especial A Múmia - Parte 1

Múmias, maldições, feitiços, faraós, Egito, pirâmides e seitas; mistura que foi esquecida pelos diretores de cinema, e que são um prato cheio para diversão, horror e suspense. Dois filmes sobre múmia merecem destaque: o clássico A Múmia, de 1932, e A Múmia, de 1959; existem mais uns três ou quatro filmes bem inferiores. Em 1999, o diretor Stephen Sommers e os estúdios da Universal, lançaram uma espécie de remake do clássico de 1932, entitulado de... adivinha...? A Múmia (The Mummy, 1999). Ao contrário dos dois filmes, A Múmia de 1999 aposta na ação misturada com aventura, comédia e romance. O filme foi baseado no roteiro criado para o filme de 1932, e mantém praticamente a mesma história, e o mesmo personagem da múmia, o sacerdote Imothep. A Múmia, de 1999, foi um enorme sucesso de bilheteria e arrecadou em torno de US$ 420 milhões, resultando em duas sequências: O Retorno da Múmia, lançado em 2001), e A Múmia 3: Tumba do Imperador Dragão, lançado em 2008. 

Confira o especial sobre os filmes A Múmia (1999), O Retorno da Múmia (2001) e A Múmia: Tumba do Imperador Dragão, divido em três partes, com cada um dos três filmes. Vamos começar a nossa aventura pelo Egito Antigo com A Múmia. 


A MÚMIA (THE MUMMY, 1999)
Direção: Stephen Sommers
Elenco: Brendan Fraser, Rachel Weiz, John Hannah, Arnold Volsloo, Oded Fehr e Patricia Velasquez.


A Múmia se passa em 1923, e mostra dois irmãos, Evelyn (Rachel Weiz) e Jonathan (John Hannah) que querem encontrar a antiga cidade de Hamunaptura, a cidade os mortos. Eles conhecem Rick O'Connel (Brendan Fraser), um ex-combatente que acabou sendo preso, e que é um dos poucos que já esteve na cidade dos mortos. Juntos, eles encontram a cidade e acabam acordando o antigo sacerdote Imothep, que foi mumificado vivo por ter tido um caso com a mulher do faraó, Anck-su-Namun. Se ele voltasse a vida, ele teria que completar o ritual para ressuscitar a amada, e traria consigo as 10 pragas mortais do Egito. Junto com Ardeth Bay (Oded Fehr), um Medjai que protege à anos que alguém ressuscitasse a múmia, e um outro grupo de exploradores, eles têm que lutar para impedir que Imothep complete o ritual e se torne invencível.


O filme é uma espécie de Indiana Jones com múmias, e mistura ação, aventura, cenas engraçadas, piadas inteligentes e divertidas, além de ter romance entre os personagens de Evelyn e Rick. Essa mistura, ação/ aventura/ comédia dá muito certo, apesar de as críticas não serem sempre boas, mas o público não tá nem ai, e dá bastante dinheiro para o filme. Grande parte da diversão do filme fica por conta dos personagens estereotipados de Brendan Fraser, Rachel Weiz, John Hannah. Cada personagem tem um jeito e atitudes engraçadas: Rick é um ex-combatente sarcástico, mal-humorado, engraçado e divertido, soltando várias piadas e cenas hilárias com o seu personagem; Evelyn é uma bibliotecária atrapalhada, inteligente, que é apaixonada pelo Egito e tudo relacionado ao país, e quer ser uma exploradora. Seu jeito suave, doce, que não leva desaforo para casa, e sua beleza encantam Rick, e surge um amor, junto com uma constante implicância entre os dois. O irmão de Evy, Jonathan, é um espertalhão obcecado pela riqueza e ouro, com sua carreira destruída e que vê a oportunidade ideal para se dar bem quando descobre o caminho para Hamunaptura. Ainda tem os personagens secundários, que são muito importantes e extremamente engraçados: o Medjay  interpretado por Odeh Fehr, que estará mais engraçado na segunda parte, o "amigo" trapaceiro de Rick, Benny, além do cara gordo que faz a gente rir toda hora. Destaque, principalmente, para a temida múmia do filme, Imopthep, interpretado pelo ator sul-africano Arnold Vosloo, que quase nem fala no filme, pelo menos não em inglês, mas fez muito bem o papel do faraó Imothep.



Além do humor, da ação e dos personagens, a beleza da fotografia e figurino chamam muita a atenção. A produção conseguiu criar com perfeição os cenários dos templos dos faraós, os figurinos, os corredores escuros, sombrios e muito bem desenhado de Hamunaptura, com bastante realidade; uma direção de arte incrível. E ainda na parte técnica, temos os excelentes efeitos especiais, com destaque para as múmias, que estão perfeitamente reais, além da cena de perseguição da enorme nuvem de poeira atrás dos personagens, onde aparece a cara de Imothep engolindo os nossos heróis. Aliás, os efeitos especiais vão melhorando a cada filme, principalmente no segundo. A história também é muito boa e te prende atenção desde o início. E um dos argumentos do filme é a história de amor entre as duas múmias do filme: Imothep e Anck-su-Namun; além também do atrapalhado relacionamento entre o futuro casal Rick e Evelyn. Mas claro que os romances são só plano de fundo, e o filme foca mais na ação e humor. 



A Múmia é um ótimo filme de aventura, comédia e ação, com excelentes efeitos especiais, cenas e piadas engraçadas, ótimas atuações, onde cada ator estava perfeito para o papel, e não se consegue imaginar outro artista interpretando. Não se deve levar o filme muito a serio, pois trata-se de um divertimento, tendo cenas absurdas e impossíveis de acontecer, mas é um dos melhores filmes do aventura que já criaram, garantindo o que um filme do gênero deve passar para o público: diversão. Se você ainda não assistiu, não sabe o que está perdendo. A Múmia faturou nos EUA, em torno de US$ 155 milhões; no resto do mundo arrecadou mais de US$ 260 milhões, garantindo uma bilheteria mundial de mais de US$ 415 milhões de dólares. Confira a segunda parte do especial com O Retorno da Múmia, em breve. 


TRAILER
















Nenhum comentário:

Postar um comentário