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21 de mar de 2011

Especial A Múmia - Parte 3


Sete anos após o O Retorno da Múmia, e quase dez anos após o primeiro filme, a Universal lança a terceira parte, chamada de A Múmia - Tumba do Imperador Dragão (The Mummy: Tumb of the Dragon Emperor, 2008). Agora, ao invés de uma múmia Egípcia, colocaram uma múmia chinesa, que ficou a cargo do astro Jet Li. O filme sofreu enormes mudanças infelizes, e isso não agradou nem críticos e nem muitos fans. A pior mudança no filme foi a da personagem principal, Evy: a atriz que interpretava a personagem sempre foi, a linda Rachel Weiz. Mas ela recusou por problemas pessoais, e a substituiram por uma outra atriz, Maria Belo. Além dessa, outras mudanças foram desnecessárias, e eu explicarei durante o post. Vamos terminar a nossa aventura, mas agora saímos do antigo Egito para ir direto para a China. 


Rick (Brendan Fraser) e Evy (Maria Belo) continuam casados, e o seu filho Alex (Luke Ford) está com maior idade. Já fazem anos que eles não se aventuram com as múmias, e o casamento deles está caindo na monotonia. Nesse mesmo tempo, Alex está à procura do túmulo do Imperador chinês Han (Jet Li), que foi amaldiçoado pela feiticeira Zi Juan (Michelle Yeoh). Alex encontra a múmia chinesa, mas soldados chineses estão a procura do imperador, para acorda-lo e conquistar o mundo. Rick, Evy, Alex, junto a imortal feiticeira Zi Juan, e sua filha, Lin (Izabella Leong) têm que impedir que o imperador consiga chegar na fonte da juventude e acordar seu enorme exército, para conquistar o mundo. 


Antes de começar a falar sobre o filme, vou comentar sobre as grandes mudanças que os produtores fizeram, começando pelas menores: a história agora se passa na China, deixando totalmente o antigo Egito de lado. Com isso, a famosa múmia Imothep, e os seus amigos, saíram de cena. Isso não é bem um erro, e acho que é uma boa variar de múmia, mas eu senti falta deles. Só que ainda acho que deveriam manter a história focada no Egito. Outra mudança foi no diretor: os dois primeiros filmes, Stephen Sommers que dirigiu, e esse terceiro filme ficou nas mãos de Rob Cohen, que tem em seu currículo Coração de Dragão, DayLight e o primeiro Velozes e Furiosos. Outra mudança foi no personagem Alex: o guri cresceu, e agora, um novo ator ficou no papel, o novato Luke Ford. Eles podiam ter chamado o mesmo ator, não? Além disso, o personagem de Odeh Fehr, o medjay Ardeth, também não aparece no filme. São esses pequenos detalhes que só um fã, ou admirador do filme, sente falta e não gosta. Mas não acabei, ainda tem a pior mudança: a atriz Rachel Weiz não está no filme, e colocaram no lugar a atriz Maria Belo. Essa mudança foi horrível e estragou muito o filme: o que faz um personagem ser admirável e carismático, é o ator/atriz, e no caso, Rachel Weiz tem um jeito que a Maria Belo não tem, e que muda completamente o jeito da personagem; muda tudo. A atriz nova conseguiu se sair super bem no papel de Evy, mas odiei essa mudança.



A Múmia: Tumba do Imperador Dragão nos leva para a China, nos apresentando uma nova múmia, nova história e nova maldição. E por incrível que pareça, a história envolve romance (sim, de novo), e conquistar o mundo (é, de novo). Para não dar confusão, vou colocar essa parte como Spoiler. [SPOILER] O imperador Ham conquistou todo o território da Ásia, e quer expandir mais ainda. Mas ele tem que enfrentar o seu maior inimigo: a morte. Ele chama seu fiel amigo, o general Yang, para ir atrás de uma feiticeira que sabe sobre a fonte da juventude. O general encontra a feiticeira Zi Juan, que acaba conquistando o coração do imperador; mas ela acaba se apaixonando pelo general. Traído, o imperador faz coisas horríveis para eles, que deixa a feiticeira revoltada, e lança uma maldição sobre ele e seu exército. Ao mesmo tempo, ela ganha a vida eterna e desde aquele tempo, até nos anos 40, onde se passa o filme, ela tem protegido o túmulo onde está o imperador para que ninguém o acorde. [SPOILER] 



O filme não tem todo aquele encanto do Egito e as belas paisagens, mas também aprendemos bastante sobre a cultura chinesa. E uma coisa extremamente nova que aparece, é que o enredo nos leva para as montanhas geladas do Himalaia, onde nós conhecemos o lendário abominável homem das neves, que são bem pacíficos e carismáticos; pelo menos com a turma dos O'Connell. Mas o filme tem todo um diferencial dos anteriores: a magia está muito mais presente, tocando em assuntos como a fonte da juventude, os cinco elementos da vida (água, terra, fogo, ar e metal), dragões, o abominável Homem das Neves, ano novo chinês, e por ai vai. Esse diferencial é que faz o filme ser bem interessante. 


A Múmia: Tumba do Imperador Dragão ainda tem todo um drama familiar típico em filmes: Alex não se dá muito bem com os pais, além de que o casamento de Rick e Evy está entrando na monotonia. Porém, a monotonia do casal O'Connell tem diferença, e se deve ao fato que eles abandonaram as suas aventuras com múmias, e descobrem que essa é a peça fundamental para o seu casamento dar  certo; até porque, foi assim que eles se conheceram. Vale destacar ainda, que Jonathan abriu uma casa noturna em Xangai, chamada de Imothep, inspirada no Egito antigo. Lembraram de alguém? E nesse filme, ele fica com trauma das múmias mais ainda. do que antes.



A Tumba do Imperador Dragão não é bom como os seus dois anteriores, mas o filme cumpre o seu papel principal: divertimento.  Essa terceira parte tem todos as características de seus antecessores: as mesmas piadas, cenas e situações engraçadas, muita múmia, ação e excelentes efeitos especiais, juntando isso com novos personagens e nova história. O roteiro é basicamente o mesmo dos outros filmes, descompromissado, com cenas e situações impossíveis, mas que garante muita diversão, apesar das grandes mudanças. A Múmia: Tumba do Imperador Dragão teve uma bilheteria fraca nos EUA, se comparado com os outros filmes: US$ 103 milhões. Mas no resto do mundo conseguiu faturar mais de US$ 298 milhões, totalizando uma bilheteria de US$ 401 milhões. Será que teremos mais uma múmia? Na cena final, teremos uma resposta; mas até agora não confirmaram nada. Para quem quiser ler...[SPOILER] Jonathan está cansado de múmias, e ele deixa muito mais claro no terceiro filme. Ele estava morando em Xangai, onde tinha a casa noturna. Após tudo o que aconteceu durante o filme, ele decide se mudar de Xangai para um lugar onde não tenha múmias: Peru. Mas aparece uma frase final dizendo: Anos depois, várias múmias foram encontradas no Peru. [SPOILER]. Será que vem mais múmia por ai? 


Curiosidade: A atriz Rachel Weiz, que interpreta a bibliotecária em A Múmia e O Retorno da Múmia, não volta no terceiro filme. O motivo foi por causa da agenda lotada da atriz, e também pelo seu filho, que na época tinha dois anos. 



















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