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4 de mar de 2011

O Doce Veneno de Bruna


Filmes brasileiros ultimamente estão tão chatos de assistir porque os temas são "muito variados": sexo e violência. É dificil eu assistir um filme brasileiro, mas eu sei porque vejo nos comentários em sites e amigos falando. Os filmes de sexo e violência (vide os filmes com nome de sexo, e Tropa de Elite) fazem mais sucessos do que outros tipos de filme, como por exemplo, Antes que o Mundo Acabe, ou o Os Famosos e os Duendes da Morte. Tropa de Elite 2 foi um fenômeno de bilheteria no Brasil, desbancou outro filme no topo da lista, Dona Flor e Seus Dois Maridos, que adivinha... tem sexo. Um abre aspas: Nosso Lar e Chico Xavier estão no topo das maiores bilheterias do Brasil, e ainda bem, não tem cenas de sexo.



O filme da vez é Bruna Surfistinha, estrelado por Deborah Secco, sobre a história verdadeira da prostituta do título do filme, que após tudo que passou, escreveu o livro O Doce Veneno do escorpião, ao qual o filme se baseou. Deborah Secco é Raquel, uma menina adotada, estranha, que não se enturma com seus colegas de aula. Cansada da vida que leva, ela decide sair de casa para fazer programa e se sustentar sozinha, e acaba parando num prostíbulo, onde alí que ela começa a ganhar experiência e fama. Com o nome de Bruna Surfistinha, ela começa a criar um blog para marcar encontros com os clientes, e começa a ficar mais famosa. Claro que o sucesso sobe a cabeça, e ela começa a fazer burradas, forçando-a a pensar sobre o que realmente quer da vida. 


O ponto forte do filme da Bruna é a atuação de Deborah Secco. Ela consegue mostrar muito bem tudo o que a personagem passa, conseguindo interpretar uma das partes mais importantes da vida da personagem: a transição de uma menina reservada, Raquel, para se tornar a sensual e "máquina do sexo" Bruna Surfistinha. Mas o filme não é só sobre os clientes de Bruna, e sim, a história verdadeira da personagem, desde quando ela saiu de casa para se tornar uma prostituta. A história da vida dela é bem triste, com altos e baixos, passando até pelas drogas, que é quando ela começa a decair. Mas o interessante é que a amizade existe nesse mundo que ela vive, até mesmo com os clientes, e as amizades vão ajudar muito ela; mas outras, claro, não. Apesar da história ser um pouco triste, o enredo cria cenas muito engraçadas, a maioria delas quando aparece os clientes Bruna, com suas fantasias sexuais pra lá de bizarras. Uma outra cena que merece destaque é quando Bruna e suas amigas estão no carro, e são abordadas por um policial. Essa cena mostra que se você tem uma bunda gostosa e é safada, consegue passar por esses problemas. Também, se ri quando algum cliente feio, gordo e com estereótipos do tipo, aparecem; a gente ri de graça ou de ficar com nojo mesmo. Ah, um aviso: Bruna Surfistinha tem cenas de sexo explícito e nudez, parecendo um filme erótico. Me admirei que a faixa etária foi 16 anos. 


Deborah Secco mostra uma super atuação não só na história da personagem, mas sim quando tem as cenas de sexo. Ela age como um profissional, encarando todo o tipo de pessoa (e tamanho) possível, protagonizando cenas quentíssimas de sexo, com direito a nudez  total de sua personagem. No elenco tem destaque ainda para Drica Morais, que está bem engraçada como a cafetina Larissa, e para o ator Cássio Gabus Mendes, que interpreta o primeiro cliente de Bruna, e que se apaixona por ela e faz de tudo para ela largar essa vida, ajudando ela nos piores momentos. Sabe aquele ditado, nunca julgue o livro pela capa? Bruna Surfistinha é bem assim: não julgue o filme sem antes assistir, porque a história do filme é muito boa, e mostra muito bem como é a vida das prostitutas do nosso país. E vai um outro aviso: se você reclama que o Brasil só faz filme de violência e sexo, então não vai no cinema assistir filmes assim; porque quanto mais pessoas forem ver esses tipos de filmes, mais filmes do tipo vão lançar. Se você consegue assistir as cenas de sexo no filme, não deixe de ver porque vale apena. Agora, deve ser constrangedor ir ver o filme da Bruna com sua mãe. 



TRAILER











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