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29 de mai de 2011

Fugindo do destino


Você está indo para a aula quando, de repente, alguma coisa acontece que te faz perder o ônibus que você queria pegar. Nesse ônibus poderia estar o amor da sua vida, mas você não chegou a tempo de pegar o ônibus e conhece-la(lo). Será que aquela pessoa seria o amor de sua vida? Ou melhor, será que você deveria se encontrar com ela(ele)?  É bem nesse assunto que Os Agentes do Destino (The Adjustment Bureau, 2011) toca, e ainda mostra que outras forças "fazem o seu destino". O filme, baseado num conto de Philip K. Dick, The Adjustment Team, e estrelado por Matt Damon (Além da Vida) e Emilly Blunt (O Diabo Veste Prata) toca em assuntos muito legais: destino, escolhas, livre arbítrio e acaso. 

David Norris (Matt Damon) é um candidato que concorre ao senado em Nova York. No dia da eleição, que acaba perdendo, ele conhece a bailarina Elise (Emilly Blunt), e os dois acabam se apaixonando logo de cara. Dias depois, uns caras misteriosos de terno, gravata e chapéu aparecem para ele, e dizem que ele não deveria ter conhecido Elise, e que se os dois ficarem juntos, o destino diz que ela não vai conseguir se tornar uma famosa bailarina, e David não vai realizar o sonho de se tornar presidente. Mesmo assim, ele corre contra o destino e decide ficar junto com sua amada, mas terá que enfrentar esses agentes do destino que controlam tudo o que acontece com as pessoas.


Os Agentes do Destino tinha previsão de estréia para setembro do ano passado, mas foi adiado inúmeras vezes, e finalmente estreou. A espera era grande pra mim e estava ansioso para assistir, e a espera foi recompensada: o filme é muito bom. Com certeza você deve ter lido outras críticas sobre o filme falando mal, mas como já disse, os críticos são muito exigentes e nada é bom para eles; e por isso que você deve ir ver e tirar sua própria conclusão. Os Agentes do Destino foi considerado ficção pela forma que o filme explica sobre o controle do destino das pessoas. Eu considero um ótimo suspense com toques de romance, que dá até para assistir no dia dos namorados. O filme tem coisas muito estranhas para uma pessoa que não gosta disso, e não vai achar legal, mas se deixar se envolver na história sobre o destino e as escolhas, achará o filme muito interessante e bem emocionante. 


Apesar de ter tons de ficção científica, Os Agentes do Destino tem todo o melodrama presente nos filmes: o cara que é apaixonado pela mulher e que fará de tudo para ficar com ela. Mesmo assim, isso não se torna clichê e nem piegas, sendo bem mais realista do que os filmes de romance. Emily Blunt e Matt Damon têm uma química muito boa que funciona e convence, fazendo a gente torcer para saírem da situação que estão. A história é muito interessante e te prende a atenção, apesar de ter vezes que o filme cansa pelo vai e vem do casal que fica junto, e depois se separam para ficarem juntos de novo, e se separarem... e por ai vai. A história é muito detalhada e tem que prestar bem atenção, e algumas explicações são bem esquisitas, e ainda tem uns furos no roteiro, mas que se pensar melhor depois que acaba o filme, não tem. Na parte final, tem uma longa correria do casal para fugir dos tais agentes, e essa parte é muito interessante: com a ajuda de um dos agentes, David consegue escapar facilmente dos caras de terno, entrando por uma porta do banheiro e saindo na frente da estátua da Liberdade, entre outras fugas desse tipo. A bela Nova York no outono e inverno é o fundo da história, dando um charme maior. O grande mistério do filme é saber se o casal apaixonado conseguirá ficar junto para sempre. Será que eles terão final feliz?


Essa parte tem um pouco de spoilers, mas nada que revele a trama e o final do filme, e sim, explica por cima sobre como funciona o filme. Os Agentes do Destino toca em assuntos muito interessantes, e nos faz pensar se é realmente a gente que escolhe o nosso destino, que caminho vamos seguir, as escolhas que fazemos... será que nós temos livre arbítrio? O filme mostra que alguém, no caso os agentes do destino, fazem a gente escolher o que a gente quer, nos fazendo mudar de opinião. Além disso, eles controlam o "acaso", fazendo a gente perder o ônibus, se atrasar ou  perder alguns compromissos, derramar café, perder a chave, para que eles consigam manter o nosso destino de acordo com o plano deles. Mas os agentes não são perfeitos, e o acaso consegue ganhar as vezes, criando os momentos que não deveriam acontecer, ou que não era para acontecer tão cedo, ou que já era para ter acontecido. A revelação e a forma de "quem faz isso" é um pouco fantasiosa e bem no estilo Matrix, mas não é ruim, e se a pessoa não gosta muito disso, veja o filme focando nisso tudo que eu falei nesse parágrafo. O resultado é bem interessante.

Os Agentes do Destino te prende a atenção, te deixa nervoso e ansioso, nos fazendo torcer pelo casal, além de mostrar e explicar dois temas muito interessantes: livre arbítrio e destino. Será que realmente funciona assim? Será que alguém escolhe as nossas escolhas? Será que a gente consegue fugir desse destino que fizeram para a gente? O filme revela tudo isso; além de nos mostrar se David e Elise ficam juntos. Será... será?? Se você não viu ou está em duvida, não deixe de assistir e tirar suas próprias conclusões. Apesar de ter tido algumas críticas negativas, o filme não foi mal nas bilheterias: estreou dia 3 de março em segundo lugar (perdendo para Rango) faturando $21 milhões, tendo uma bilheteria nos EUA de $62 milhões, e arrecadando mundialmente mais de $116 milhões. 










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