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8 de nov de 2011

Uma casa de mistérios


Primeira coisa que o espectador deve saber, é que A Casa dos Sonhos (Dream House, 2011), não é um terror, como o cartaz aparenta, e sim, um suspense psicológico. Estrelado Daniel Craig, Rachel Weiz e Naomi Wats, o filme nos  mostra uma família que se muda para uma casa, onde eles começam a passar por problemas e segredos acabam sendo revelados. A Casa dos Sonhos foi massacrado pela crítica, além de ter causado um conflito entre a produtora do filme e os atores e diretores.

Na trama, Will Atenton (Daniel Craig) se muda para uma casa com sua esposa (Rachel Weiz) e suas duas filhas. Coisas estranhas começam a acontecer, e eles acabam descobrindo que a casa foi alvo de assassinatos, onde um pai matou sua esposa e filhos. Algumas pessoas da região se lembram de Will, incluindo sua vizinha (Naomi Watts), mas ele não, e acaba descobrindo mais segredos sobre os assassinatos.


 A Casa dos Sonhos tem duas reviravoltas na trama, sendo a primeira, pouco antes da metade, mudando totalmente o rumo da história. O filme não mostra uma casa mal assombrada e todos os elementos de um filme de terror sobre casas assombradas, e sim, a história é um suspense psicológico, puxando elementos de Ilha do Medo, de Martin Scorcese. Muita gente criticou o filme, principalmente os críticos, mas não é ruim como dizem. O filme tem vários clichês, começando pelo poster, lembrando as duas garotas de O Iluminado, além do roteiro ser bastante previsível, que o torna muito mais ainda com a ajuda do trailer. Naomi Watts foi realmente uma mera coadjuvante na história, tendo mais importância no final. O destaque fica mesmo para Daniel Craig, mostrando um lado mais afetivo e humano, diferente dos papéis que está acostumado a fazer. O desenrolar da história ficou interessante, assim como o seu final, que apesar de bastante clichê, deixa o espectador um pouco emocionado.


O filme tem todo um mistério, e o personagem de Daniel Craig investiga até descobrir uma assustadora revelação. Após essa descoberta, o filme muda totalmente de rumo, e acaba se tornando um suspense, puxado para o drama, com algumas cenas que tentam enfatizar o terror e assombração. A história e o enredo tem várias reviravoltas e isso não deixa o filme tedioso, com algumas surpresas, que como disse anteriormente, previsíveis. O motivo da briga dos produtores com o filme, foi o fato da edição do trailer, que acabou revelando vários detalhes importantes da trama, além de algumas mudanças no roteiro, e com isso, nem o diretor e nem os três atores principais quiseram promover o filme. Mas pelo menos, Daniel Craig e Rachel Weiz engataram um namoro durante as filmagens, que resultou em um casamento. Algumas semelhanças com os filmes O Iluminado, O Sexto Sentido, Os Outros e Ilha do Medo são bem visíveis durante o filme.

A Casa dos Sonhos não é um filme ruim, e não entendo porque foi massacrado pela crítica. O longa poderia ter seguido outros rumos, mais voltado para o terror, mas acredito que seria mais previsível ainda, e também não iria conseguir ser original. O resultado final é um filme interessante que foi prejudicado em algumas coisas por causa a mudança no roteiro, mas teve um resultado satisfatório. A Casa dos Sonhos foi massacrado pela crítica e se deu mal nas bilheterias americanas: custou U$ 50 milhões e faturou nos EUA apenas U$ 21 milhões.












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