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29 de jan de 2012

A garota da tatuagem de dragão

5 INDICAÇÕES AO OSCAR: MELHOR ATRIZ, FOTOGRAFIA, MONTAGEM, EDIÇÃO DE SOM E MIXAGEM DE SOM.

David Fincher é um excelente diretor, e apesar de se destacar pouco no cinema a ponto de muita gente saber quem ele é, tem grandes filmes em seu currículo: Seven, Zodiaco, Clube da Luta, O Quarto do Pânico, O Curioso Caso de Benjamin Button, e o ganhador do Oscar ano passado, A Rede Social. Em seu  mais recente trabalho, a adaptação e refilmagem Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl With The Dragon Tattoo, 2012), David Fincher retorna para um gênero onde ele se consagrou: filmes de serial killers, com Seven - Os Sete Pecados Capitais, e Zodíaco; apesar de o novo filme não seguir a linha desses. Millennium é uma série de três livros de um escritor sueco, que já viraram filmes, também suecos: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar. Hollywood, como sempre, viu o sucesso que os livros e os filmes suecos fizeram, e resolveram fazer uma refilmagem. Além disso, o diretor David Fincher alterou o título original para The Girl With The Dragon Tattoo; já a distribuidora no Brasil resolveu manter o título original. O filme é estrelado por Daniel Craig, Rooney Mara, Stellan Sasgard e Christopher Plumer.

Mikael (Daniel Craig) trabalha na editora Millennium, onde acabou de passar por um problema em uma de suas revistas. Ele é chamado para investigar um caso de desaparecimento de um membro de uma família rica, Harriet Vanger , ocorrido a mais de 40 anos, pelo patriarca Henrik Vanger (Christopher Plumer), tio da desaparecida, em uma pequena cidade. Ao investigar, acaba descobrindo que ela pode ter sido assassinada, e ainda descobre que podia ter sido por um serial Killer que já matou mais de dez mulheres. Ele pede ajuda para Lisbeth (Rooney Mara), especialista em investigação, perturbada e cheia de piercing e tatuagens pelo corpo. Durante a investigação, os dois acabam tendo um envolvimento amoroso, e juntos, tentam descobrir onde está a garota desaparecida, e quem é o serial killer responsável pelo crime, que pode ter matado a garota.


Eu nunca li o livro e nem vi o filme sueco, então, a crítica não terá comparações com as duas versões. Mas já aviso que o final da versão americana é diferente da versão original, pelo que me falaram. Filmes de suspense sobre serial killers (assassinos em série) são os meus preferidos, pois envolvem investigação, mistério, suspense e reviravoltas; e Os Homens que Não Amavam as Mulheres tem tudo isso. O filme todo é muito bom, mas tem dois elementos melhores ainda, que ajudam muito a dar o clima que o filme quer passar: a atuação de Rooney Mara, e a trilha sonora do filme. Primeiro vamos falar do, talvez, elemento mais importante do filme: a personagem Lisbeth, interpretada por Rooney Mara. A atriz se saiu perfeita no papel da personagem magricela de 24 anos, repleta de piercing, alargadores  e tatuagens pelo corpo, com seu jeito introvetido, e não muito amigável, que acaba tendo um caso com o personagem de Daniel Craig. Lisbeth sofreu muito na vida, e sofre bastante durante o filme, e a atriz conseguiu passar com perfeição todo o drama e os sentimentos da personagem com bastante clareza e firmeza. E ainda consegue tirar risadas do público com algumas de suas atitudes. Esse talento todo rendeu uma indicação ao Globo de Ouro (que acabou perdendo) e ao Oscar desse ano. A versão de Hollywood deu mais destaque para a personagem, mostrando passagens sobre a vida dela que o filme original não mostrou; daí o motivo de o diretor David Fincher ter alterado o nome para The Girl With The Dragon Tatoo, se referindo a Lisbeth. Para ficar mais claro, (SPOILER) a história de Lisbeth é mostrada separadamente, quase que como um outro filme, para depois, como diz a sinopse, os dois personagens se encontrarem e resolver o caso. (FIM SPOILER)


A trilha sonora do filme também é outro destaque da trama. Só pela cena da abertura dos créditos iniciais do filme, lembrando muito as entradas dos filmes de James Bond, já da para perceber como será o filme. A história se passa numa cidade onde tem neve e faz muito frio, e a trilha sonora combina perfeitamente com o lugar, ainda mais que o filme é de suspense, dando uma sensação mais sombria; que também funciona com os problemas que Lisbeth passa durante o filme. Pegando um gancho nisso, a fotografia também ajuda, e muito, para dar esse clima sombrio que o filme quer passar. As gélidas paisagens da cidade onde Mikael está investigando o caso, juntas com as belas mansões da família, contracenam com os tristes, escuros e melancólicos cenários onde Lisbeth está, na cidade, antes de ajudar Mikael na investigação, enfatizando ainda mais os problemas que a personagem passa. Esse excelente trabalho rendeu ao filme uma indicação na categoria melhor fotografia.


Uma boa história e um enredo interessante que te prendem a atenção, ajudam o filme a se destacar mais, e Os Homens que Não Amavam as Mulheres acerta em cheio. A história mostra um serial killer que já matou dezenas de mulheres há anos, fazendo o filme entrar na categoria dos filmes de serial Killers. Porém, o roteiro é diferente, focando mais na investigação, sem mostrar cenas de perseguição, o assassino matando suas vítimas e as famosas cenas do crime. O roteiro tem algumas reviravoltas, e outras histórias surgem, mas que estão ligadas com a história principal: Mikael investigando o desaparecimento de um membro de uma família rica.  Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres poderá não ganhar vários Oscar esse ano, mas já é um dos melhores filmes do ano, conquistando a crítica no mundo todo. Sua história e enredo prendem a atenção do espectador desde o início, embaladas com a perturbante trilha sonora e os cenários sombrios do filme, resultando num excelente filme do gênero. O grande mistério do longa é: o que houve com Harriet Vanger? Ela está morta? Está desaparecida?  Ela pode ter sido vítima de um serial killer? Os Homens que Não Amavam as Mulheres já faturou U$98 milhões nos EUA, somando U$184 milhões mundialmente










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