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1 de fev de 2012

O grande "descendente" Clooney

VENCEDOR DE 2 GLOBOS DE OURO: MELHOR FILME DRAMA E MELHOR ATOR (GEORGE CLOONEY)

5 INDICAÇÕES AO OSCAR: MELHOR FILME, ATOR, DIRETOR, ROTEIRO ADAPTADO E EDIÇÃO


Os Descendentes (The Descendts, 2011) ganhou o Globo de Ouro de melhor filme drama, e já é cotado como o favorito para ganhar o Oscar. O diretor Alexander Payne (de Sideways - Entre umas e Outras) nos leva ao cotidiano de uma família que está passando por um problema sério, e que mora nas ilhas do Hawai. No elenco estão George Clooney (ganhador do Globo de Ouro de melhor Ator), Judy Greer, Shallene Woodley, Amara Miller e Matthew Lillard (um dos assassinos do primeiro Pânico, de 1996, e o Salsicha, do Scooby-Doo). 

Matt King (George Clooney) está com sua esposa em estado de coma após um acidente de barco. Suas duas filhas, Scottie (Shailene Woodley) e Alexandra (Amara Miller) estão tristes e revoltadas com a situação, e também pela ausência do seu pai. Ao mesmo tempo que  tem que lidar com o problema de sua esposa, Matt tem que resolver a situação com suas filhas, e as coisas ficam pior quando um segredo da falecida aparece à tona, forçando Matt a fazer uma breve investigação com suas filhas. 


O diretor nos leva para a encantada ilha do Havai, nos fazendo sentir realmente  no lugar. E estava enganado quem dizia que os moradores da ilha ficavam só na praia, como George Clooney diz no início do filme. O roteiro de Alexander Payne e Nat Faxon, nos apresenta a família de Matt King, que está passando por um enorme problema: a esposa sofreu um acidente e está em coma irreversível. Além do problema com suas filhas rebeldes, Matt acaba tendo que vender as terras de sua família, mas um motivo o deixa na dúvida de assinar os papéis. O personagem de Cloney é o grande destaque da trama, onde pegou um personagem simples, humano, e conseguiu transmitir, com sensibilidade, os problemas de seu personagem. A cena dele correndo todo desajeitado pela rua, ou a sua reação ao descobrir um segredo de sua esposa, levando suas duas filhas e o amigo da mais velha para investigar sobre isso, são alguns exemplos de sua atuação. As duas filhas, interpretadas por Amara Miller e Shailene Woodley também roubam a cena, mostrando uma criança e outra adolescente, revoltadas com o seu pai ausente e a suposta revelação da sua mãe; além do personagem Sid, com suas frases e atitudes idiotas, que também passou pela mesma situação que a família King.  


Além da atuação ganhadora do Globo de Ouro de melhor Ator e a indicação ao Oscar, Os Descendentes se destaca também no roteiro: simples, direto, com diálogos inteligentes e sarcásticos, transmitindo cenas para rir, pensar e chorar, além de algumas surpresas, revelações, com situações e personagens engraçados. Apesar das situações e reações clichês, a equipe de roteiristas conseguiu inovar, criando fatos novos e diferentes. Com disse antes, o diretor consegue fazer com que a gente se sinta realmente no Havai, graças às belas paisagens e suas praias lindas, personagens típicos e uma trilha sonora mais típica ainda. Nisso tudo, o mais interessante é como os personagens lidam com seus problemas, suas reações e as fugas, criando situações que vão desde o engraçado, passando pelo vergonhoso e chegando nas partes tristes. Os Descendentes apresenta uma história rica, um roteiro excelente e não tedioso, fazendo o espectador entrar no drama dos personagens, e na história cativante do filme, durante suas quase duas horas de duração. A parte final, totalmente diferente do que já se viu, já vale o ingresso. É o típico filme que sempre ganha o Oscar, pois ele apresenta um drama pessoal, sendo de um personagem, ou, no caso, até de uma família inteira. Não é um dos meus filmes preferidos, mas merece o prêmio de, pelo menos, o de ator para George Clooney. 










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