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20 de fev de 2012

O segredo de Hugo


11 INDICAÇÕES AO OSCAR: MELHOR FILME, DIREÇÃO, ROTEIRO ADAPTADO, FOTOGRAFIA, DIREÇÃO DE ARTE, MONTAGEM, TRILHA SONORA, FIGURINO, EFEITOS VISUAIS, SOM E EFEITOS SONOROS.

Ao sair a lista dos indicados ao Oscar 2012,  me perguntava: como pode um filme infantil, e em 3D, ser o campeão de indicações? A resposta é a seguinte: A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011) é uma homenagem ao cinema, especialmente para os primeiros filmes criados, dos irmãos Lummiére e o grande homenageado do longa, o visionário Georges Mélies. Dirigido por Martin Scorcese, A Invenção de Hugo Cabret nos apresenta, bastante, a história do cinema sobre o olhar de duas crianças órfãs que buscam desvendar um segredo. No elenco estão Asa Butterfiel, Sacha Baron CohenHelen McCrory Ben Kingsley, Jude Law e Emily Mortmmer. 

Hugo (Asa Butterfiel) é um jovem garoto órfão que perdeu seu pai, Jude Law, num incêndio. Ele foi morar com seu tio, que acabou desaparecendo, no relógio da estação de trem da maravilhosa Paris nos anos 30, onde tem mantido o relógio funcionando em segredo. Ele acaba conhecendo Isabelle (Chloe Moretz) e um senhor rabugento, Papa Georges (Ben Kingsley), que trabalham na mesma estação. Hugo encontra um segredo em um pequeno robô encontrado por seu pai em um museu, e descobre que Isabelle e Georges tem ligação, levando os dois garotos órfãos à decifrar sobre um dos grandes pioneiros do cinema mundial: Georges Mélies. 


A Invenção de Hugo Cabret é um filme onde, acredito eu, que somente os fans de cinema vão apreciar e entender toda a história do longa. O filme de Scorcese demora um pouco para engrenar na história, apresentando sobre os variados personagens, mas que todos tem algo em comum: a busca para encontrar respostas sobre seu passado. Esses personagens tem tramas paralelas com a de Hugo, já que todos frequentam a estação de trem. Hugo é um menino órfão que perdeu seu pai e mora sozinho. Ele conhece Isabelle, que nunca conheceu seus pais e que mora com seu tio, Papa Georges, que tem um passado misterioso, e sua tia, Jeanne (Helen McCrory). Ainda tem o policial que busca por crianças órfãos, interpretado por Sacha Baron Cohen (de Borat e Bruno), que também é órfão e tem sua perna machucada por causa da guerra. São todos esses dramas desses personagens, apresentados de forma singela e simples, relacionados com a história do cinema, que fizeram o longa ser o recordista de indicações.

O filme foi rodado com um excelente 3D, daqueles que vale a pena ser apreciado no cinema, e olha que o filme não tem cenas de ação e objetos partindo para a frente da tela. Scorcese usou o mesmo sistema de câmeras que James Cameron usou em Avatar, e que também foi usado em Resident Evil 4: Recomeço. A direção de arte e o figurino também são pontos fortes do filme, onde o diretor e sua equipe conseguiram criar o universo de Hugo e passando com bastante realismo, do livro para as telonas. Além disso, a atuação sensível e doce de Asa Butterfiel (Hugo) é cativante, nos fazendo torcer para o seu personagem Hugo descobrir o segredo do pequeno robô. Durante a pesquisa sobre Georges Mélies, o diretor mostrou trechos das principais obras de Mélies, maravilhosamente transportados para o 3D, mostrando para aqueles que nunca tinha vistos os filmes, e também para aqueles que nem sabiam de sua existência. 


A Invenção de Hugo Cabret é claramente uma homenagem ao mundo do cinema, sendo esse o principal motivo da indicação de melhor filme, além de ser o recordista de indicações. Martin Scorcese nos apresenta a história do cinema de uma forma simples, fácil de se entender, sobre o olhar inocente de duas crianças órfãs , em busca de aventura na tentativa de desvendar um segredo relacionado com a criação do cinema. É uma história cativante, simples, inocente, impossível de, pelo menos, não se emocionar. Apesar de se um pouco parado, o longa termina de uma forma bela, e com um final feliz, que não existe só no cinema. Os fans de cinema vão se apaixonar pela história e pelas lembranças que Scorcese busca sobre a invenção do cinema e a fascinação pelo novo meio de entreter as pessoas, que é usado até hoje, e sempre será. 













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